WILLIAM VASCONCELLOS DA ILA E SAMUEL BONFIM VICENTE

  Data do incidente: 25 de setembro de 2021 Local: Favela do Chapadão, Rio de Janeiro (RJ) Resumo do caso: No dia 25/09/2021, por volta das 06h30 da manhã, Samuel Bonfim Vicente, de 17 anos de idade, William Vasconcellos da Silva, de 38 anos de idade, e Camilly da Silva Apolinário, de 18 anos de […]

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Data do incidente: 25 de setembro de 2021
Local: Favela do Chapadão, Rio de Janeiro (RJ)
Resumo do caso:

No dia 25/09/2021, por volta das 06h30 da manhã, Samuel Bonfim Vicente, de 17 anos de idade, William Vasconcellos da Silva, de 38 anos de idade, e Camilly da Silva Apolinário, de 18 anos de idade, seguiam, na mesma moto, para uma Unidade de Pronto Atendimento, quando, ao passarem pela Rua Capri, na favela do Chapadão, foram atingidos por projéteis de arma de fogo disparados por policiais do 41º Batalhão de Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.

SAMUEL e WILLIAM vieram a óbito. CAMILLY, ferida no rosto, abdômen e perna, sobreviveu e foi lançada, sem qualquer cuidado, na caçamba da viatura policial, em cima do namorado e sogro já mortos. O fato teve grande cobertura da mídia.

Samuel era estudante; estava regularmente inscrito e frequentava a Escola Cívico Militar da Polícia Militar. William trabalhava como entregador na própria comunidade e estudava.

Os policiais, ouvidos em sede policial, relataram que estavam em patrulhamento e ao entrarem na Comunidade Feliz, mais precisamente na Rua Capri, onde se localiza a venda de drogas, teriam sido recebidos a tiros por traficantes do Comando Vermelho. Enquanto se protegiam, teria vindo em sua direção uma moto com três pessoas, afirmam que a última pessoa na moto parecia estar com um fuzil e fez mira na guarnição, por isso teriam agido em legítima defesa.

Foram registradas as seguintes ocorrências: associação ao tráfico, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, resistência e morte por intervenção de agente do estado. Ou seja, condutas criminosas foram atribuídas às vítimas, mesmo estas não tendo qualquer envolvimento com grupos armados. A investigação, além de demorada, possui flagrantes falhas de procedimento.
O Projeto Mirante elaborou técnico-pericial, visando a análise de todas as provas objetivas e subjetivas coletadas no inquérito policial. O parecer demonstra a investigação ineficaz, bem como a ausência de provas de legítima defesa dos policiais, utilizado como base para a propositura de ação indenizatória.

A ação indenizatória de responsabilidade civil foi ajuizada, ainda não houve sentença.