LUCAS AZEVEDO ALBINO

  Data do incidente: 30 de dezembro de 2018 Local: Pavuna, Rio de Janeiro (RJ) Resumo do caso: No dia 30 de dezembro de 2018, por volta das 07h10, na Rua Monte Hawaí, bairro Pavuna, Rio de Janeiro, Lucas Azevedo Albino, à época com dezoito anos de idade, foi perseguido por policiais ao sair de […]

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Data do incidente: 30 de dezembro de 2018
Local: Pavuna, Rio de Janeiro (RJ)
Resumo do caso:

No dia 30 de dezembro de 2018, por volta das 07h10, na Rua Monte Hawaí, bairro Pavuna, Rio de Janeiro, Lucas Azevedo Albino, à época com dezoito anos de idade, foi perseguido por policiais ao sair de um posto de combustível situado na esquina da Av. Martin Luther King Jr, onde estava acompanhado de um amigo em uma motocicleta. Durante a perseguição, os agentes efetuaram disparos que vieram a atingir Lucas pelas costas, ocasionando um ferimento no ombro esquerdo. Neste momento, Lucas findou por cair do veículo e, em seguida, foi levado até a viatura policial.

Em relação ao cenário da abordagem, os agentes chegaram a relatar posteriormente, que Lucas e seu amigo teriam efetuado disparos em suas direções. No entanto, na denúncia do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, afirma-se que um dos policiais “em comunhão de ações e desígnios com os demais integrantes da guarnição, efetuou um segundo disparo de arma de fogo na cabeça do jovem ferido, provocando uma fratura de todos os ossos do crânio”, levando Lucas à morte.

Com o intuito de simularem uma prestação de socorro, os policiais encaminharam Lucas ao Hospital Estadual Carlos Chagas já morto. No momento dos fatos, uma testemunha que se encontrava em um ponto de ônibus próximo ao local onde a viatura estava estacionada fotografou Lucas sendo colocado dentro da viatura ainda com vida.

A testemunha prestou informações no Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, afirmando estar presente no ponto de ônibus em frente àquele posto de combustível, no dia e na hora em que Lucas fora executado. Afirmou que viu Lucas caído na rua, enquanto ele gritava dizendo que não era bandido e pedia que chamassem a sua mãe. Em seguida, os policiais colocaram Lucas na caçamba da viatura. A testemunha afirma ainda que a vítima foi conduzida, ainda viva, para o interior da viatura policial

O fato foi amplamente divulgado na imprensa e gerou profunda comoção social. As provas técnicas produzidas durante a investigação policial comprovam a autoria e a materialidade do delito. O parecer técnico elaborado pelo Projeto Mirante, feito a partir de uma foto tirada no momento em que Lucas é colocado dentro da viatura, evidencia que ele foi colocado com vida dentro do veículo.

O processo criminal está em andamento. A ação indenizatória de responsabilidade civil foi ajuizada, ainda não houve sentença.